o tombo

Não sei quanto tempo faz que eu não caia de fato. No sentido literal, sabe?  (porque no sentido figurado já é outra história…) A verdade é que hoje fui olhar e meus produtos para cuidar dos esfolados que usei ontem estavam todos vencidos então fui bater lá na vizinha que tem criança pequena, porque achei que lá era certo que eu arrumaria Merthiolate – sim aquela que no nosso tempo de criança ardia loucamente e hoje em dia não arde mais. E sim, lá tinha, afinal crianças são sempre crianças.

Agora que já confessei que estou velha e passo atestado disso tropeçando nas coisas e descobrindo que nem os remédios são mais os mesmos, o que dizer sobre o tombo? Estatelada lá no chão olhei para cima e vi umas oito pessoas me olhando apavoradas, entre elas o Juliano, que coitado, só perguntava se eu estava bem. Bom, naquela hora além de um sentimento de humilhação que quem cai sente, eu me imaginei toda quebrada e sem coragem de levantar. Olhei pra cima e como ninguém estava rindo, o tombo devia ter sido feio. Levei uns segundos pra criar coragem e descobrir que além de um calo na testa, alguns roxos que vão aparecendo aos poucos e uns montes de esfolados, eu parecia não ter quebrado nada além da minha autoestima.

Hoje estou toda dolorida e como os machucados piores são bem no cotovelo, qualquer movimento que faço doí – até digitar aqui no teclado. Isso tudo me levou de volta pra minha infância quando eu caia mais que fruta madura do pé, e dizem, era por conta dos pés chatos que eu tinha e para os quais usei botas ortopédicas durante anos. Lembro do pediatra me perguntando em qual time de futebol eu jogava, porque eu estava sempre roxa e ralada como os meninos que jogavam bola, e eu ficava puta da cara por ele poder tirar sarro disso. Tudo bem que é semana do dia da criança, mas eu não precisava  reviver esse tempo tão literalmente, né? Aqui estou, dolorida, chateada com minha patetice mas ainda assim conseguindo rir de mim mesma. Afinal sendo eu quem sou poderia ser pior e felizmente não preciso de nenhum gesso dessa vez.

Acho que vou procurar minha Susi, ou algum outro brinquedo antigo que eu tenha guardado, só para garantir que a semana de revival infantil se resuma à Merthiolate, brincadeiras bobas e fotografias desbotadas,  porque afinal  a idade mental de 5 anos, essa continua a mesma! 😉

beiJu

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4 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Danica
    out 08, 2012 @ 23:51:28

    Acontece com as melhores divas =) Melhoras, sis!

    Responder

  2. julianafk1111
    out 09, 2012 @ 00:13:36

    valeu Danica! mas acredite, não tem nada de diva nesse calo na minha testa :p

    Responder

  3. Letícia
    out 09, 2012 @ 00:31:46

    Adorei o texto, ri muito!
    Onde tu caiu hein?
    Melhoras e se precisar a vó tem hirudóide pros roxos…rsrsrs
    bjo

    Responder

  4. julianafk1111
    out 09, 2012 @ 00:46:31

    Letícia, caí na frente da minha zona eleitoral, imagina a cena! rapidinho tinha fiscal de vários candidatos se oferecendo pra me conseguir água, cadeira, médico, enfim, tratamento vip :p
    e a vergonha? ainda bem q estava meio tonta e só fui ficar com vergonha mesmo depois de já ter ido embora de lá!

    Responder

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