07
Nov
09

sinceridade

Na lista dos meus defeitos e qualidades tem escrito [bem grande] sinceridade. É, normalmente digo o que penso, o que sinto, o que gosto, e aprendi ao longo da vida que nem sempre isso é bom, quer dizer, nem sempre isso é fácil. [nunca é].

Comecei a pensar nisso porque essa semana uma pessoa próxima me disse uma coisa que não gostei. Sugeriu que eu havia gasto meu dinheiro de forma errada – algo como “por que ao invés de comprar isso tu não fez aquilo?” -  e eu fiz um esforço GIGANTE para não responder da maneira que queria. Gostaria de ter dito que o dinheiro é meu e gasto como quero e principamente gostaria de responder na mesma moeda, afinal a tal pessoa também não prioriza os gastos que eu acho corretos. Enfim, pensei tudo isso num miléssimo de segundo e no próximo dei um sorriso amarelo e mudei de assunto. Por que? Para preservar uma amizade, para evitar problemas, para blablabla. O fato é que esses episódios me fazem mal. Eu fico lembrando deles depois, completamente frustrada por não dizer o que penso. Fico remoendo e me irrito. Preciso urgente aprender a deixar prá lá.

Pensando nesse episódio me lembrei de outro. Era meu aniversário de 3 anos e eu ganhei um conjunto de xícaras de plástico para minhas bonecas igual a um que eu já tinha, e quando abri o presente falei pra pessoa que não tinha gostado porque isso eu já tinha. Não lembro quem me deu, mas lembro bem da mijada enorme que levei da minha mãe, me dizendo que eu deveria apenas ter agradecido e devia sempre dizer que gostei dos presentes, porque afinal se falasse o contrário magoaria as pessoas.

Então essa semana vai fazer 31 anos que me lembro de viver esse dilema. O de dizer o que penso com a possibilidade de chatear alguém ou engolir de volta o que penso com a possibiladade de me magoar. Nenhuma delas é simples, é sempre preciso decidir com que se quer argumentar depois.

Bom fim-de-semana!
Juliana

27
Out
09

refletindo

Talvez porque meu aniversário se aproxima e acredito mesmo nesse negócio de inferno astral.
Talvez porque eu seja mesmo um pouco fora da casinha, mas então as pessoas vão ter que me desculpar porque já vai fazer 34 anos que tomei água do parto e tive problemas ao nascer, e sim, isso é uma ótima desculpa para todo os meus problemas! Os psicológicos e quem sabe até os físicos!

Mas a verdade é que de tempos em tempos eu perco a paciência. Com o mundo em geral, comigo mesma, e se aparecesse um ET, acho que até com ele! [estaria sem saco para gentilezas intergalácticas.] E nossa, só eu sei o esforço que faço e a energia que gasto para não sair xingando todo mundo. Aquele parente que fala coisas desnecessárias para outro, fulana que me trata como se eu fosse empregada, o vizinho que faz barulho, o caixa do supermercado que nunca separa as coisas geladas, a fofa que fura a fila do banco, o vestido lindo da loja que não me serve, o vestido lindo da loja que me serve mas que custa muito caro. Em todas essas horas e em tantas outras tenho tido uma vontade louca de gritar! Vontade de xingar as pessoas envolvidas, sabe? Normalmente acredito que sou uma pessoa gentil e simpática. Educada e sempre dizendo muito obrigada. Mas chega uma hora que cansa. Eu mereço delicadezas, eu mereço um pouco de sorte, algum dinheiro e quem sabe alguém que escute meus mimimis, só pra variar.

E era isso.
Juliana

19
Out
09

exposição

Ando sem tempo e sem paciência para escrever aqui no blog – no fim das contas escrever apenas 140 caracteres no twitter é bem mais fácil mesmo – mas não poderia deixar de falar sobre a exposição coletiva que vou participar a partir de amanha.

O evento, organizado pelo fotoclube Fotochimas, é mérito de alguns membros que se esforçaram para apresentar um projeto para a prefeitura e assim vencer a licitação para a utilização do espaço público da cidade de Novo Hamburgo, e também de todos que estão participando da mostra com suas imagens, e aí eu me incluo! Aguardo a visita dos amigos!

O convite:

Exposição fotográfica “Hamburgo Velho, Novos Olhares” revela as variadas faces do mais antigo núcleo urbano da cidade de Novo Hamburgo.

Buscando retratar parte do extenso acervo histórico que se esconde por trás das diferentes igrejas, museus e demais obras arquitetônicas do mais antigo bairro de Novo Hamburgo, o grupo Fotochimas apresenta a exposição: “Hamburgo Velho, Novos Olhares”. Escolhido como tema por sua relevância cultural, Hamburgo Velho foi o primeiro núcleo urbano da cidade e conserva, até hoje, um cenário bastante heterogêneo e interessante.

Na exposição, que será realizada de 20 de outubro a 11 de novembro, no Espaço Aberto, em Novo Hamburgo, poderão ser vistos os mais variados monumentos históricos e paisagens da região. Uma sequência de 32 fotos que ilustram desde a época da imigração alemã. Com grande importância social, a Igreja Evangélica Luterana dos Reis Magos e a Igreja Nossa Senhora da Piedade também figuram entre as imagens registradas pelas lentes dos oito fotógrafos gaúchos, colegas do Fotochimas e autores das obras.


06
Out
09

etc’s

De novo passo mais tempo sem escrever do que gostaria, essa vez graças a uma gripe que me derrubou. Acabei indo parar de novo na Unimed e de novo tendo que tomar uma lista de remédios.

Outra coisa que tomou meu tempo semana passada foi a edição das fotos que fiz no dia 26 de setembro. Na minha primeira experiência fotografando um evento grande, fui junto com as amigas Jac e Karina, fazer a cobertura fotográfica do 6º Encontro da Arte, organizado pela Ong Espaço da Arte. Essa edição aconteceu em Farroupilha e reuniu cerca de 650 crianças e adolescentes no ginásio da Escola Cenecista Ângelo Antonello. Na programação havia apresentações artísticas; oficinas de arte, teatro e música; trabalho comunitário em diversos locais da comunidade e para encerrar uma festa no clube da cidade, com direito a uma apresentação do grupo O Teatro Mágico. Foi bastante cansativo mas valeu muito pelo aprendizado. As apresentações com movimento são um desafio, e fotografar o show com todas aquelas luzes coloridas foi uma experiência nova para mim, que bom que pude aproveitar algumas dicas da Karina, que está acostumada com fotos de show. [e de quebra me apaixonei pela música do Teatro Mágico].

No último sádado entreguei as fotos para organizadora, e adorei ver a expressão dela olhando o video que fiz com uma seleção de fotos. Foi uma forma que encontrei de agradecer a confiança que ela depositou no nosso trabalho e uma maneira de resumir todo o evento em 5 minutos. Além disso fiquei feliz de receber a grana e poder terminar de pagar meu flash. Sensação de dever cumprido é bom, né? [e dívida quitada idem!]

teatro

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Nesse mesmo dia 26 do evento teve um super temporal aqui na cidade, bem quando as gurias me trouxeram para casa. Coitadas, tiveram que ficar dentro do carro em plena chuva de granizo. Aqui no apto entrou água em várias lugares e as pedras quebraram as persianas de uma janela. No domingo como continuou chovendo alagou a parte baixa da cidade e sai para fazer umas fotos. Fiquei triste pelas casinhas no Buraco do Diabo, e para completar a feira das flores que ia acontecer lá, agora no inicio de outubro, teve que ser adiada.

buraco_diabo

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No domingo o Juliano convidou um amigo do trabalho para vir almoçar aqui com a esposa. Fiquei meio nervosa de receber e ter que cozinhar para pessoas que nem conhecia, mas foi tudo bem bacana. Casal bem querido, logo nos entrosamos nos assuntos, nos divertimos e ainda passeamos com eles pelos pontos turísticos da cidade! O nome da nova amiga é Daniela, então ela já saiu ganhando muitos pontos comigo só pelo nome ao me lembrar a Danica [que aliás está no Canadá, e já estou com saudades dela de novo!]

Ainda sobre amigos: o Isaías me fez uma delicadeza: aparecem meus olhos no novo cartão de visitas dele! Um monte de mocinha bonita lá e eu junto! Fiquei bem feliz… sabe, ando me achando tão feia que esse gesto me tocou profundamente…

cartão

Até mais!
Juliana

24
Set
09

resumo

E mais um resumo de final de semana antes que chegue o próximo. No sábado foi aniversário do meu pai e eu fiz comida pra família e amigos. Foi bem bacana, apesar de trabalhoso. Carreteiro de charque, escondidinho e feijão mexido para 28 pessoas. Adoro cozinhar e não vou negar: os elogios me fazem bem. Me dão a sensação de que sei fazer alguma coisa direito, sabe? Quem apareceu para fazer surpresa para meu pai e matar a saudade foi minha amiga Dani, que está morando em Olinda. Apesar de eu saber que ela vinha me emocionei com aquele abraço, coisa boa reencontrar as pessoas que amamos.

No domingo fui na 1ªcomunhão do meu afilhado Lorenzo. Olho para trás e vejo o quanto o tempo passou rápido. Eu vivia dizendo que queria um afilhado, e meio que coloquei minhas amigas na obrigação para o caso de alguma engravidar eu ser escolhida. Hehehe, deu certo, foi assim que virei dinda do Lô. Não fui uma dinda tão presente quanto gostaria, mas tenho orgulho do guri querido e responsável que a comadre Cris criou, com muita garra e muito amor.

A vida nos dá de presente amigos como a Dani, a Cris, o Cezar (que é padrinho do Lô junto comigo). Lembrar disso é encontrar alegria mesmo em dias depressivos, esses onde o sol não aparece nem na rua nem dentro da gente mesmo. Ando um pouco tristonha aqui, me analisando e analisando as minhas escolhas, e apenas concluindo que ando frustada comigo mesma.
Juliana

10
Set
09

o google X as enciclopédias

Ando escrevendo menos, e a desculpa da vez é que há pouco mais de um mês assinamos a tv paga e tenho muita coisa pra ver – mesmo as coisas velhas são novidades para nós! Pois foi assistindo mais tv que me dei conta de como sou viciada no google! Qualquer coisa que apareça na tv, desde citações, músicas, propagandas, não importa: se tem algo que me deixa curiosa corro pro computador – isso quando o note do Ju já não está na sala – para digitar e matar minha curiosidade. Qual a música da propaganda do seriado? O nome do achocolatado da minha infância? O ator no seriado House? Dá para descobrir tudo! Mais alguém acha isso fantástico?

Pausa: é nessa hora que escrevo minha repetitiva frase “NO MEU TEMPO”.

Pois parei para pensar em antigamente. Como a gente fazia antes? Eu particularmente sempre fui muito curiosa. Então quando não sabia alguma coisa a solução mais rápida era trocar de roupa, atravessar a rua e andar algumas casas até o atelier do meu tio, onde tinha 2 coleções de enciclopédias! Rá! Sério, não ria, meu raro leitor! Eu sou do tempo onde estudantes consultavam enciclopédias! E frequentavam a biblioteca da escola. E escreviam trabalhos à mão! Que coisa, né?

E no fim, acho que todas essas experiências fazem parte do que sou. O trabalho sobre os Incas que fiz no primeiro grau, indo muitaaaas vezes na biblioteca, estava dentro de mim quando anos depois olhei maravilhada Machu Picchu. O esforço meu e da Dani escutando numa fita cassete uma música em inglês que adorávamos para anotar a letra e poder cantar junto. Esse esforço para saber das coisas me deixou lembranças que vou carregar para sempre comigo.

Mas e hoje? Os adolescentes e crianças tem o google. Podem achar tudo ali. Mas será que vão ler tudo e não só copiar? Será que terão memórias sobre suas descobertas? São outra geração e não precisam saber das coisas, precisam apenas saber digitar? Sei lá. Todos esses questionamentos para concluir o óbvio: tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. Basta saber aproveitar.

Mudando de assunto: vamos ao tradicional resumo do fim-de-semana. Fomos almoçar em Caxias do Sul só que o restaurante que era para eu conhecer estava fechado (se tivesse procurado no google teria visto que não abre aos domigos!). Dai fomos até Antônio Prado numa cantina que já conhecíamos e que tem uma comida deliciosa. Passeios por lugares do interior, como Linha 21 de abril (Antônio Prado) e  Alfredo Chaves (Flores da Cunha) me deixaram bem feliz.

Feliz também fiquei ao confirmar para a sobrinha Ju que vou fotografar o casamento dela. Ela já tinha me convidado, só que eu estava um pouco com medo por não ter experiência. Mas decidi que vou encarar esse desafio. Será em 2010 e até lá preciso aprender muita coisa. Fico um pouco ansiosa, mas sei que posso fazer direito! Tenho lido sobre o assunto, visto muitas fotos e buscado inspiração. E se alguém tiver dicas, elas serão muito bem-vindas!

beiju pra todos!

02
Set
09

fotos das semana

Gosto de ruínas, lugares abandonados me parecem cheios de poesia. Por isso adorei quando no sábado o Juliano me convidou para irmos para Canela procurar o cassino abandonado que ele tinha ouvido falar. Foi fácil de achar [viva o google maps!] e o lugar é bem interessante. Gostaria de ter visto nos anos dourados de funcionamento: os grandes salões em três níveis diferentes, a estrutura ainda impressiona. Quero voltar lá um dia, quem sabe levando uma modelo para um book, ou alguns amigos para umas fotos! Ou ainda uma banda de rock que combinaria muito com o lugar. Tá bom, viajei.

Pois é, eu sempre acabo exagerando nos devaneios quando o assunto envolve fotografia. Foi justamente por isso que resolvi ir até a Igreja Ascensão pedir pro Pastor para subir na torre que estão reformando, já que meu pai me contou que estavam permitindo o acesso. Imaginei que daria fotos lindas lá de cima. Só não imaginei que subir lá daria tanto trabalho. São mais de 150 degraus naquelas escadas tipo marinheiro, de ferro grudadas na parede. Consegui ir até o sino, no último lance antes de chegar nos andaimes eu amarelei. Fiquei cansada, fiquei com medo, e imaginei que se eu tivesse um treco lá em cima o SAMU não iria me buscar. Enfim, estou até agora com raiva de mim por não ter ido. De qualquer maneira ficam as fotos, a lá de cima foi o Juliano corajoso que fez.

A torre com andaimes da reforma

A Igreja vista da torre

Para terminar, o assunto do dia é uma crônica que a Martha Medeiros escreveu sobre uma foto que saiu de uma modelo com barriga. Puxa, a moça é tamanho 42 e é considerada tamanho grande. O que vou dizer de mim então? Não acho que o mundo vá melhorar porque uma moça com barriga tenha saido na revista. Seria inteligente que mais revistas e lojas pensassem dessa forma, mas acho que vão continuar priorizando o belo e perfeitinho [ainda que seja na base de photoshop e anorexia]. Não me orgulho de vestir o tamanho que visto. Mas concordo que ver a foto de alguém sem tudo no lugar estampada na revista dá um certo alívio -  e é só ler os comentários lá na crônica para perceber que não fui só eu. Mas voltando ao mundo real, eu não acho que eu fique bem nas fotos. E por isso termino o post com uma foto minha que vi hoje onde me achei simpática!

28
Ago
09

maratona fotográfica

Sem muito tempo para escrever essa semana. De qualquer maneira não queria deixar passar sem contar a experiência do fim-de-semana passado. Participei da maratona fotográfica de Novo Hamburgo, organizada por uma dupla de fotógrafos super prestigiada aqui na região – Joel e Isa Reichert. Foi bem bacana e um desafio, porque fotografar NH não é uma coisa que me inspire. Nasci e cresci na cidade, e cada vez mais ela me parece suja e feia. Depois que me mudei para Ivoti a coisa ficou ainda pior, porque aqui é tudo limpinho e cheio de flores. Então abrir mão desse olhar pré-estabelecido foi um ótimo exercício de percepção.  E também adorei ter a companhia de várias amigas!

Praça no centro da cidade

Maratona: a praça no centro da cidade

Interior da Igreja da Ascensão

Maratona: interior da Igreja da Ascensão

Além da maratona também participei de um workshop no estúdio da dupla. Fotografar com luzes foi uma experiência nova e super legal. Mas o mais legal de tudo foi perceber que existe sim pessoas dispostas a compartilhar conhecimento. Os cursos eram gratuítos, mas mesmo assim eles passaram dicas valiosas para quem está começando. Não ter medo da concorrência e fazer o que se gosta com paixão, duas ótimas lições.  E no domingo ainda teve uma mesa redonda com vários fotógrafos da cidade, de várias áreas, e um slide show com as fotos da maratona, incluindo algumas minhas!

Mudando de assunto: ontem fiquei nervosa porque o Juliano se atrasou e eu não conseguia falar com ele no celular, então acabei indo parar no pronto socorro por causa da ansiedade e da pressão-alta. Tudo não passou de um mal entendido -  o colega dele que atendeu o telefone no trabalho não sabia que a equipe do Juliano estava trabalhando em outro andar no data-center e me disse que ele não estava lá, o bocó não viu as coisas do Juliano na mesa e nem se tocou que o telefone insistentemente tocando era o dele. Enfim, hoje me sinto meio idiota por me preocupar, e um pouco com raiva, porque as pessoas insinuam que eu estava desconfiada dele. Não, eu não estava com ciúme. Estava com medo. Mas isso não muda muito o jeito que me sinto hoje.

Mas preciso trabalhar, melhorar meu humor e me preparar para ter uma grande noite, afinal hoje o aniversário do Juliano.
Bom findi para todos.

18
Ago
09

julgamentos

Eu ia escrever ontem na segunda, mas dai me dei conta que seria tipo um resumo de final-de-semana, sabe? E me lembrei que uma vez num lugar onde eu trabalhava uma colega veio me fofocar que uma outra ficava falando mal de mim, porque se irritava com meus comentários sobre meu fim-de-semana, que eu ficava contando o que havia feito para “aparecer”. Bom, quem me conhece sabe que não tenho tendências exibicionistas. Mas fiquei pensando nisso, de como as pessoas tendem a interpretar nossos atos diferente do que deveriam. Ou pelo menos diferente do que gostaríamos. Acontece sempre comigo, ainda hoje. Definitivamente é um problema de julgamento. [as pessoas são piores ou melhores do que você julga?]

Mas voltando ao fim-de-semana. No sábado alguns membros do Fotochimas se reuniram no sítio do Xiru, em Lomba Grande. Como é bom estar entre amigos, conhecer melhor alguns deles, e de quebra fazer uma coisa que adoro: cozinhar pra galera! Foi bacana planejar e fazer o almoço, com a ajuda dos assadores, é claro! Saí de lá com a sensação de ter realizado bem a tarefa à qual me propus, inclusive a de agradar aos amigos vegetarianos! [modéstia à parte, minha massa ao pesto ficou óteeeema!] Levei meu flash junto e fiz algumas fotos. Aos poucos vou entendendo esse negócio.

No domingo fomos até Nova Petrópolis, mais porque o Juliano insistiu, porque o calor fora de época me deixou totalmente mole e sem vontade de fazer nada. Lá vimos a apresentação de um grupo de dança folclórica da Finlândia, fiquei encantada com eles! Pessoas com biotipos, roupas, música, lingua, tudo diferente! Muito legal ver [e fotografar, claro] o  Kärri. Mas coitados, eles suavam muito! Fiquei imaginando que o pessoal da organização deva ter dito pra eles que aqui estamos no inverno, que faz frio e tal, só que no domingo estava 30ºC! Para quem vem de uma terra onde parte do ano o dia tem poucas horas de sol, isso deve ser temperatura de verão! :)

Estava aqui escrevendo e fiquei com vontade de escrever sobre mais umas coisas que andei pensando. Mas depois de escrever e apagar várias vezes me dei conta que fico com medo do que vão pensar se eu escrever isso ou aquilo. É o tal julgamento que escrevi lá em cima, sabe? No fim a gente se preocupa demais com o que os outros pensam. [Mais do que deveria].

12
Ago
09

voltei

Já estava há algum tempo sem escrever, por N motivos, um deles o fato do meu computador ter ficado alguns dias sem funcionar. Pensei em várias coisas que queria escrever, mas como na hora não peguei papel para anotar as idéias ficaram totalmente confusas. Gostaria de adquirir esse hábito, de anotar as inspirações quando elas aparecem, o brabo é que as vezes elas aparecem nos lugares mais loucos: na fila do banco, na sinaleira, na aula de ioga – quando teoricamente eu não deveria pensar em nada e relaxar (imagina a cena: eu olho para a professora e digo: perai que vou ali fora anotar uma idéia ótima que tive!)

Pois é, o computador estragou, o encanamento dos vizinhos também (ainda estou nessa de vazamentos), minhas costas precisaram de conserto da quiropraxista e minha cabeça, bom acho que essa já não tem mais arrumação. Porque sério, penso penso penso, e sinto como se as conclusões as quais chego nem valessem mais à pena serem compartilhadas. Só eu sei o desânimo que isso dá. Talvez a única conclusão lógica seja que as coisas são como devem ser, e eu que preciso me adaptar à elas. Mas essa conclusão é dolorida, porque é sempre mais fácil esperar que os outros mudem, e a gente sempre é da maneira que tem convicção que seja a correta. Pois é, conflitos existencialistas à mil na minha cabeça, as always.

De coisas boas para contar tem o Trash the Dress que ajudei a fotografar e adorei. Depois dessa experiência fui atrás de ensaios na internet e fiquei louca para fazer mais ensaios. Agora é torcer para as futuras noivas que conheço ficarem tão empolgadas quanto eu! Também comprei um flash que não faço idéia de como usar. Vou precisar de ajuda dos amigos para me explicar, porque aprendo muito melhor dessa maneira do que lendo o manual. Aliás O.D.E.I.O. esse negócio de manual! Por último e talvez o mais relevante de bom que aconteceu ultimamente foi eu ter perdido minha carteira e depois ter achado de volta num lance de muita sorte! Nossa, isso me deixou muito comovida. E com uma espécie de fé na vida, sabe? Porque sim, fez eu acreditar que as coisas podem dar certo de vez em quando!