Eu ainda acredito nessas propagandas de xampoo que falam que vão deixar meus cabelos mais lisos, nos anúncios de sabonetes super hidratantes que deixam a pele fantástica, nos perfumes que vão fazer todos se apaixonarem por mim.
Sim sou ingênua, e também devo ser burra. Porque tem cada propaganda na tv que não consigo entender o sentido. Tem uma de um carro que a música diz “agora pode escovar os dentes, agora pode jogar videogame”. Ah? Como assim, escovar os dentes dentro do carro? Não, definitivamente eu não entendi o espírito da coisa. [aliás, poderia citar no mínimo umas 15 propagandas da tv que não fazem o menor sentido!]
Mas faltando um mês para o Natal um pouco mais dessa ingenuidade até me cairia bem. Hora de enfeitar a casa, comprar presentes, toda aquela agitação. Eu normalmente gosto dessa época, mas preciso confessar que esse ano estou com preguiça. Preguiça de ficar animada. Preguiça de achar que tudo é lindo e maravilhoso. Sobram resoluções de ano novo não cumpridas, lembranças dos natais da infância (mais coloridos e mágicos), saudade daqueles que já se foram e uma profunda vontade de fazer tudo diferente. Mas como o Natal é tradição vamos seguindo com a programação normal, ainda que arrastada…
Para tentar me animar e entrar no clima me dei de presente um presépio. Já fazia alguns Natais que eu queria um de verdade, com casinha, vaquinha e burrinho. Como todas as coisas hoje em dia, o presépio é chinês (viajei pensando nas chinesinhas pintando as peças de cerâmica tosca sem ter nem idéia do que estão pintando). Como foi baratinho não podia esperar nada espetacular, mas enfim, está ali na entrada do apartamento, junto com um Papai Noel que tem uma camêra fotográfica e que uma amiga me deu de presente essa semana, dizendo que era a minha cara – espero que por causa da camêra, não por causa da barriga do Noel!
PS: um amigo me disse que sempre lê o blog e que esperava que na próxima vez que eu escrevesse fosse sobre alguma coisa alegre. Então também por isso demorei um pouco pra escrever de novo. Me dei conta que meus raros leitores devem me achar uma chata reclamona. Pensei até em criar um blog desses anônimos, para desabafar mesmo. Mas acharia sem graça. O fato é que as vezes acho que me exponho demais, mas ainda assim passo longe de escrever tudo que penso e sinto. Mais uma vez penso na possibilidade de abandonar o blog.















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