08
dez
10

mais do mesmo

E de repente tive vontade de escrever aqui. Nem demorei tanto pra voltar, né? Na real já tive muita vontade de escrever em novembro, quando era meu aniversário e eu como em todos os anos fico cheia de mimimis. Culpo o inferno astral, as expectativas altas sobre o dia 11/11 e fico reclamando da vida. Bom, pra resumir esse ano não fiz festa. No tal dia meus pais e minha irmã vieram aqui e fomos tomar café na padaria. Eu estava concentrada em não esperar nada de verdade, só queria que o dia acabasse tranqüilo com algumas risadas e alguns risoles com as pessoas que mais amo. Estava tudo muito bem, tudo muito bom, até que uma amiga da mãe ligou para avisar que o netinho dela tinha tido uma convulsão e estava na UTI.  Que ótimo,  todo mundo preocupado e triste por causa do guri, e a festa-não-festa acabou. E não que eu seja insensível nem nada assim, mas mesmo quando eu não esperava nada do meu aniversário, ele acabou pior do que o pré-suposto.  Já tenho medo do ano que vem, afinal desde muito pequena espero pelo 11/11/11 e já faz tempo que aprendi que minhas expectativas nesse assunto não dão certo nunca.

Outra vez final de ano. Todo mundo falando de Natal, inclusive alguns falando em como detestam essa época. Eu gosto, ainda que cada vez tenha menos paciência e queira logo me livrar de toda correria. Todos falando em férias, e as minhas ainda longe. Como sempre com a cabeça cheia de planos, e como sempre cheia de caraminholas a mais do que deveria.  Listando as mesmas resoluções de ano novo de sempre, já sem esperança de cumprir alguma delas um dia. Como sempre me decepcionando comigo por esperar das pessoas comportamentos espelhados nos meus. Chorando por bobagens.  Sorrindo com algum esforço. De vez em quando dando algumas gargalhadas sinceras. Dormindo cada vez pior. Xingando o calor. Falando sozinha. Sentindo saudades da infância. Saudade dos que já se foram. Vontade de ver alguns amigos. Desejo de chocolate. Desespero por emagrecer sem conseguir parar de comer.  Vontade de passar ano novo na beira da praia. Necessidade de abraço.

Viu? Nenhuma novidade no front.

26
set
10

o abandono do blog

Depois de tanto tempo sem escrever passei aqui no blog pensando até em deletá-lo. Mas só ontem ele teve 11 visualizações, então decidi deixar aí, ao vento. Se algum dos meus delírios fizer sentido para alguém: ótimo. Senão tudo bem, eu nunca esperei fazer sentido mesmo.

Não vim para dar as desculpas esfarrapadas de sempre – a falta de tempo, de assunto, de vontade – mas para admitir que tenho tido uma vontade de não me expor e  de não ter que argumentar comigo mesma cada vez que escrevo alguma coisa aqui. Tenho pensado tanto, em tantos assuntos, que poderia escrever um livro!  Mas por enquanto, são assuntos só meus, tenho me dado o direito de ser egoísta. Além disso, acho que ninguém precisa do meu desânimo, não pretendo contaminar os outros com minha falta de boa vontade.

Tenho percebido a rapidez da vida. Meu pai andou doente, com aquelas doenças que meus avós tinham… e me dei conta que se ele está ficando velho, meu Deus! eu também estou!  Isso me deu uma pressa que eu não tinha, e um certo desespero pelo agora que faz eu pensar que escrever o que quero fazer ao invés de fazê-lo é no mínimo uma perda de tempo.  Como diz a Jac, as pessoas vão para a balada e ao invés de se divertirem ficam twittando sobre a festa.

A impressão que eu tenho é que hoje em dia parece que é mais importante parecer estar fazendo alguma coisa do que realmente estar fazendo algo. Por isso tchau blog, talvez um dia eu volte. Talvez logo. Ou não. Agora preciso decidir o que fazer. Preciso organizar meus pensamentos. Afastar os meus fantasmas. E correr atrás da minha alegria (alguém viu ela passeando por ai?).

Um beiJu pra quem fica, e para quem por acaso passar por aqui.

01
jul
10

o sonho

E eu fiquei lembrando do sonho que tive na outra noite: sonhei que fui esquecida no supermercado. No sonho eu estava comprando lenços umedecidos e ficava encantada com uns que vinham numas caixas de plástico enormes, que eu imaginava poder aproveitar depois para guardar coisas. Parênteses: antes de dormir me lembrei que precisava comprar lenços para remover maquiagem e também observei a bagunça do quarto e pensei que precisava comprar um organizador para guardar minhas mantas e lenços, então que beleza, meu cérebro juntou tudo num produto multiuso!

Mas voltando ao sonho: eu ficava comprando caixas e mais caixas do tal lenço, e me lembro até do preço: R$6,00 (talvez eu devesse jogar no bicho, ops não, é ilegal!), quando percebia que as luzes do mercado já estavam apagadas e eu estava esquecida lá. No sonho não me preocupava, não saia correndo desesperada, não gritava ou chorava. Ficava feliz! E pensava que ia passar a noite experimentando coisas caras que nunca posso comprar! O sonho acabava em seguida, com eu caminhando animada em direção ao corredor de chocolates.

Agora pula para a realidade. Tirando as gordices de experimentar coisas caras, que são bem do meu tipinho, se eu fosse trancada no super lógico que ia ficar apavorada, ia gritar por ajuda, telefonar, enfim, não ia ter cabeça para curtir o momento. Pensando nisso conclui que queria ser aquela pessoa do sonho. Queria me preocupar menos, estressar menos, irritar menos e curtir mais. Só isso. Sinto que preciso mudar, em tantos aspectos, que fica até complicado saber onde começar.

(na verdade, eu bem que podia ser esquecida no corredor de importados!) :)
beiJu

18
jun
10

ainda sobre perder e aprender

E depois de ir lá na Bienal Preto & Branco eu não voltei aqui para contar como foi.
Bom, confesso que me senti como aquelas mães que inscrevem os filhos em concursos de beleza, ou levam eles nas agências de modelos esperando que seus pequenos lindos fiquem famosos. As vezes as crianças são bonitas mesmo, e só falta alguém prestar atenção nelas. Outras vezes são só os olhos dos pais, vendo aquela beleza que só mesmo os pais enxergam.

Cheguei lá e como eu havia presumido não fui selecionada. E apesar de ter preparado o espírito na hora que entrei na Bienal corri os olhos pelas fotos e vi pelo menos meia dúzia que achei mais feias que as minhas. Numa segunda olhada, depois que a decepção tomou conta, já achei mais umas vinte. E pensando agora, não acho que tenha sido presunção minha. Foi apenas o meu olhar que logicamente prefere o mundo da maneira como eu o vejo. Se minhas fotos mereciam estar lá, não importa, eu continuo gostando mais delas do que de várias que vi. Claro, tinha fotos espetaculares também, e deixo aqui meus parabéns ao amigo Fay, que teve uma foto selecionada. A dele foi uma que achei muito bonita e merecedora de ter sido aceita.

De lá trouxe o aprendizado sobre como funciona esse tipo de evento – e logicamente envolve mais que fotografia. Tem a parte social e uma concorrência forte entre os fotoclubes. Aliás, ego de fotógrafo devia ser objeto de estudo em faculdades de psicologia, já que muitos tem tendências inflavéis, tipo balão. Sobre mim aprendi que sou mais competitiva que achava, ou que gostaria. E para dar “asas” para esse lado depois de anos de convite, resolvi aceitar a proposta do Fotoclube Paralelo 30 e me inscrevi lá. O pessoal que conheço é bacana e como eles são focados nessa coisa de exposições, achei que seria mais uma maneira de aprender. E isso que importa, seguir sempre em frente aprendendo mais, né?

beiJu pra quem passar por aqui.

02
jun
10

sobre perder

Ou melhor, sobre aprender a perder. Até parece clichê. E na verdade acho que é.
Porque ninguém gosta, né? De perder coisas, pessoas, concursos, pensamentos ou até mesmo seguidores no twitter! Eu, por exemplo, vivo pensando “queria escrever isso” e quando vi, puft! Foi-se a idéia, já perdida no turbilhão de pensamentos seguintes.

Então agora que maio passou, estou dando graças À Deus. Mês passado perdi minha carteira, com tudo dentro, e isso tem me causado diversos problemas até agora. Não bastasse isso, também perdi a chave de casa, acho que de tão avoada e chateada que fiquei por conta da carteira. Junto com essas coisas materiais acabei perdendo um pouco da minha fé nas pessoas, perdi meu bom humor, perdi a vontade de fazer muitas coisas. Tenho me esforçado para que isso seja diferente e entre ondas de estusiasmo e chateação, vou me equilibrando e seguindo em frente. Mas como é complicado. Segunda eu estava feliz, apesar de ser segunda, porque no final de semana finalizei o blog de fotografia que estava há tempos querendo criar (até eu tinha falado no post anterior sobre isso). Ontem já deixei que o mau humor de outras pessoas me afetasse e fizesse de novo eu me questionar sobre minha vida, minhas escolhas e meu futuro.

Mas hoje já é outro dia. Minha cabeça é rápida, vejo coisas por aí, vou lendo coisas por aí, e vou percebendo que bem, todo mundo tem questionamentos. Iguais ou contrários aos meus, mas tem.

Ainda sobre perder. Enviei fotos para a Bienal de Fotografia Preto & Branco que vai acontecer no próximo final de semana em Caxias do Sul. Quando enviei estava confiante na escolha de alguma foto minha para participar. Depois, fazendo as contas, percebi que tenho 0,19% de chance de conseguir entrar, matematicamente falando, já que foram recebidas mais de 2000 fotos para 120 vagas na mostra. Daí minha esperança praticamente acabou. Afinal seria sorte de principiante conseguir entrar na primeira tentativa. Pensando nisso decidi nem ir lá ver, afinal achei que ia me sentir derrotada e triste vendo as fotos dos outros. Mas essa semana mudei de idéia. Vou lá sim. E ainda que eu tenha quase certeza que nenhuma foto minha vai estar lá, vou lá apreciar o trabalho dos outros, ver onde eu errei. E sim, vou exercitar o aprendizado para saber perder. Porque afinal, pelo menos eu tentei, né?! =)

26
mai
10

e o tempo vai passando

E os dias passam, os meses passam e eu vou deixando as coisas para depois.
É o tal procrastinar, palavra que acho esquisita demais mas na qual estou me tornando especialista.

Eu queria fazer um blog com minhas coisas de fotografia. Queria, porque a única coisa que fiz foi criar a página, aqui mesmo no wordpress, e depois ainda paguei um domínio, para não fazer coisa alguma. Mas fico pensando, se nem esse blog daqui que não tem compromisso nenhum de parecer sério eu atualizo, imagina uma página que tenha que parecer mais profissional.

O problema desse daqui é querer escrever coisas mas não querer me expor. Ou me indispor, mais precisamente. Tenho lido nos blog de amigos que no fim todo mundo tem algum tipo de preocupação na hora de escrever. E se eu falar o que penso de pessoas, situações, de discussões idiotas, o que vão pensar? E os envolvidos, vão se ofender? Enfim, dai acabo nem escrevendo.

De abril para cá, quando não escrevi mais, fotografei pela primeira vez uma casamento. Foi super bacana, mas também estressante – eu estava mais nervosa que no meu casamento, por causa da responsabilidade, ainda mais sendo gente da família. Fez eu pensar sobre querer cobrir fotograficamente eventos, e ainda não cheguei numa conclusão final. Mas meus sobrinhos estavam lindos, a decoração estava muito bonita e as fotos ficaram legais. Agora ainda resta finalizar o álbum de casamento. (que agora se chama fotolivro e é outra grande responsabilidade montar.)

Andei doente e tendo que tomar antibióticos, que detesto. Fui em três médicos e agora que o tratamento acabou percebo que minha tosse está voltando. É um saco. Não sei se foram essas coisas que me deixaram mais irritada, o fato é que me irritei. Por exemplo: faço parte de dois fotoclubes e num deles tentei fazer comentários para tentar ajudar e fui mal interpretada. Acaba que fico com fama de cricri. Tenho tido impressão, em vários meios que convivo, que ter opinião e ser crítica não é bem-vindo. Eu já tenho uma fama de ser “do contra” e até hoje nunca tinha me irritado ou me chateado com isso (aliás, antigamente isso me dava até um certo prazer). Mas sinto que estou ficando cansada. Gasto uma energia que já não está sobrando (será a idade?) para argumentar com os mais diversos tipos de pessoas e defender minhas opiniões. Não tenho mais certeza de que vale a pena, e os episódios no fotoclube, embora sem muita importância no final das contas, me abriram os olhos. Vou argumentar com quem merece uma argumentação. De chatos, quero distância. De quem vê maldade em tudo, mais ainda.

Eu tenho facilidade para fazer amigos. Mas a engenharia necessária também tem me cansado um pouco. Tenho amigos que não se dão entre si. Isso já vem de longe, desde o tempo da faculdade. Fazer uma festa e convidar todo mundo? Nem pensar. E ai que já vou desistindo de organizar a tal festa. Ou de tentar montar uma exposição de fotos, por exemplo. Devia ligar o foda-se e convidar todo mundo, mas não quero saia justa, não quero carão. Acima de tudo, não quero ter que dar explicação.

Mas falando em festa, domingo foi o aniversário da minha mãe. Adoro. A casa cheia de gente, as mesadas de amigos sentando para o chá na cozinha, enquanto outros esperam sua vez contando piada na sala. A gente se diverte. Chegou uma hora em que fiquei analisando. Todos que aparecem gostam muito da minha mãe. Ela é realmente uma pessoa especial. Na simplicidade dela uma grande sabedoria. Não interessa que ela tenha estudado só até a 5ª série: ela sabe ver por trás das aparências e gostar das pessoas pelo que elas são. Isso não é mais tão comum hoje em dia, pelo que posso perceber. “Ter” tem se mostrado tão mais importante para a maioria. Abre (parênteses): aliás, nas minhas análises sobre as pessoas, o que mais vejo é gente esquecendo de onde veio, dando importância para as coisas materiais, as roupas de marca, as viagens, os carros, as casas ricamente decoradas, as plásticas. Gente que veio do mesmo lugar que eu, que sentava na grama para comer frango com farofa como eu. Se tem uma coisa que me dá nojo é isso. Fecha (parênteses).

Bom, não fecha parênteses tanto assim não. Pulando de galho em galho na internet acabei caindo num blog chamado Adoro melancia, onde uma mãe faz relatos sobre a filha pequena. O post chamado Mochila de rodinhas me levou direto para meus primeiros tempos de escola. Quase um soco no estômago. Não é de hoje que as crianças são más e no meu tempo elas já eram. Lembrei de ser menosprezada por não ter as coisas da moda, já que estudava em escola particular mas tinha bolsa de estudos, ou seja, a grana já era meio curta. O texto mostra que as coisas só pioraram desde aquele tempo. E eu vejo isso ao vivo, buscando minha afilhada na escola: meninas de 5 anos cada vez mais valorizam se a saia é da Polly, se a bota é da Barbie, enfim, vão se criando nesses valores onde TER é o que importa. Me pergunto que mundo é esse que estamos deixando. Juro, isso me desanima pra caramba.

Bom, já escrevi um monte, misturei assuntos tipo salada de frutas e como sempre acabo reclamando.

Mas prometo tentar escrever com mais frequência, nem que seja só os meus mimimis! =D
beiju

16
abr
10

ainda sobre as férias

Fui lá ler a Beta e fiquei com vergonha. Não tirei mais tempo para escrever e nem mesmo para comentar os ótimos textos dos amigos, como é o caso dela e também da Jac.

Eu tinha um monte de planos para as férias e felizmente a maioria se realizou. Voltei mais inspirada, como queria, cheia de idéias pra escrever mas diferente das férias, quando a gente planeja que quando voltar para a rotina vai fazer tudo diferente [vai ser mais organizada, disciplinada e blablabla], a realidade da volta pareceu uma máquina de lavar me empurrando para cá e para lá.

Já queria ter escrito nos primeiros dias do retorno o quanto feliz eu fiquei de encontrar minha amiga Dani lá em Pernambuco, de ficar hospedada na casa dela, não como uma hóspede, mas como alguém de casa. Chegamos lá e recebemos a chave, para entrar e sair ao nosso gosto. E apesar da Dani ter se desculpado mil vezes por não ter nem comida na geladeira, eu preciso confessar que isso foi a maior prova de que éramos bem-vindos. Se eu chegasse na Dani e tivesse tudo arrumadinho e cheio de coisinhas para comer nos esperando, ia saber que dei trabalho e mais ainda, que ia ser uma encenação de hotel. A Dani que eu conheço faz 20 anos não é muito organizada, não cozinha nada e é super desencanada dessas coisas caseiras. Por isso adorei. Adorei cozinhar pra minha amiga e para nossos maridos. Adorei nossos passeios e a companhia para o banho de mar. Adorei descobrir que apesar da distância, do tempo e da gente, que vai mudando e se adaptando às novas realidades, nossa amizade e carinho continuam a mesma coisa. Adorei até aquelas lágrimas chatas que insistiram em cair na despedida, porque eram sinceras e prova de uma amizade verdadeira.

Tirei mais de 1500 fotos nas férias. Mas a que escolho para postar aqui não é minha e nem mesmo sei o nome do mocinho que fotografou. Mas ela fala por si só, e não precisa de legendas. Amiga, já estou com saudades!

Maragogi - Alagoas

05
mar
10

listas

E naquela listinha básica das coisas para fazer antes das férias estava anotado escrever no blog.

As férias se aproximam, então vamos lá. No momento estou em TPF – tensão pré-férias. Mas estou feliz por finalmente poder descansar um pouco junto com meu amor. Feliz também por estar indo visitar uma amiga querida, a Dani – que num post antigo contei que estava se mudando para Olinda. Cheia de expectativas e preocupações (algumas bem idiotas, eu sei!). Vou com uma mala cheia de coisas e cheia de listas: o que quero ver, o que fotografar, onde comer. Mas no topo da lista está ser feliz, relaxar, voltar com mais inspiração, mais esperança, mais bom humor.

Pobre das férias: carrega nas costas tantas expectativas que vai voltar cansada!

Mas eu se Deus quiser vou voltar renovada, de alma (e corpo) lavada e se o tempo ajudar, um pouco mais bronzeada!

até a volta pessoal!
Juliana

25
jan
10

primeiro post de 2010

E ai que passa um tempão sem eu escrever. Fiz várias tentativas, rascunhos por assim dizer, que eu achei que não valiam a pena. E teve um dia que escrevi e achei que tinha ficado bom, mas dai o computador travou e perdi tudo quando tive que reiniciar. Enfim, chegou 2010 e eu sem inspiração. Andei atucanada com coisas para resolver, coisas da vida real, que me deixaram meio sem tempo e sem saco para meus delírios virtuais. Isso inclusive o flickr, que já é vicio antigo.

Então hoje acordei e pensei que estava feliz com a vida, agradecida pelas coisas boas que andaram acontecendo para a gente e que queria escrever sobre isso. Foi uma sensação que durou pouco tempo, até eu me dar conta que quando as coisas estão assim tenho sempre um medo que algo vai acontecer para estragar tudo. Não gosto de ser assim. Não gosto desse medo. Preciso acreditar que nasci para ser feliz – eu sei que foi para isso. E eu preciso acreditar que mereço.

Mas dai a vida segue seu rumo e logo eu soube de uma coisa que me deixou chateada. Nada importante, apenas algo ligado com minhas expectativas sobre as coisas. E ligado também com a maneira como acho que os outros me veem. Quero ser a melhor pessoa para os outros, quando nem sempre sei o que os outros esperam. Sei é que eu não devia me importar tanto. Mas me importo. E não gosto dessa sensação de que as vezes não recebo das pessoas o respeito que dispenso. Confuso? Sim eu sei que está.

Mas vambora que 2010 está ai e quase um mês já passou.
Um feliz ano novo para meus raros leitores.

30
dez
09

odeio retrospectivas

Passou o Natal e agora temos o blablabla de Ano Novo. Na tv em todos canais aparecem as chatíssimas retrospectivas [afinal quem quer ver de novo todas as tragédias do ano?]. E tem as previsões de todos os tipos. As cores pra usar, as comidas pra comer. E blablabla.
Eu de mau humor porque mais uma vez não vamos passar a virada na praia. Não que eu seja superticiosa. Mas gosto daquela energia  do mar, não só nessa data, sempre. Sou água. E queria ver os fogos. Em NH, onde vamos passar tem poucos e ainda por cima o lugar onde vamos estar é fechado.

O ano termina e todos esses blablablas fazem a gente refletir [ainda que não queira]. Só pra variar não cumpri as resoluções de ano novo do ano passado, que desânimo que isso me dá. Não emagreci, não fiz exercícios, não economizei dinheiro, não estudei. De certa forma dá uma sensação de fracasso. A culpa é minha, sem dúvida. Mas fico com vontade de culpar o resto do mundo. E pra ajudar nisso tudo, estou de TPM e está um calor infernal. Ok, acho que já reclamei o suficiente.

Então parei para pensar nas coisas boas. Passeamos, namoramos, conhecemos lugares, fotografei bastante, de certa forma essas são lembranças boas que 2009 vai deixar. Se não fiz as coisas que me prometi na virada do ano passado ao menos posso dizer que tivemos muitos momentos felizes. Que venha 2010, que eu me esforce mais e que todos possam colecionar boas lembranças.

Até ano que vem raros leitores!
beiJus




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